Em dezembro de 2025, a Daki tinha um plano sólido para IA: formar AI Champions em cada departamento, usando ferramentas de automação e um modelo único como infraestrutura interna de self-service AI. O plano já tinha nove projetos entregues e mais quatro em andamento. Em 60 dias, a empresa decidiu abandonar esse caminho. A consolidação de protocolos abertos para integração de modelos generativos e a paridade técnica entre os principais provedores de IA mudaram a equação. Em vez de treinar pessoas para operar uma ferramenta, a decisão foi de construir uma camada semântica curada e conectar os modelos diretamente aos dados da empresa — sem ticket, sem dashboard e sem fila. Em oito semanas, a adesão passou de 0% para 82% entre os usuários ativos desse fluxo. A empresa desligou a ferramenta de BI e atualmente roda oito agentes em produção, com casos como classificação fiscal de notas de entrada e atendimento automatizado de clientes, todos sobre o mesmo substrato semântico, agnóstico de modelo e de nuvem. Conheça, nesta sessão, a jornada honesta dessa virada: o que sobreviveu do plano original, o que foi preciso eliminar, como foi justificada a mudança internamente e os aprendizados sobre cultura, governança e escolha de tecnologia. Além disso, obtenha recomendações práticas para CIOs em três níveis distintos de maturidade em IA.