Definição/descrição do mercado
O software de infraestrutura hiperconvergente (hyperconverged infrastructure, HCI) fornece computação, armazenamento, rede e gerenciamento associado (nuvem) virtualizados a partir de uma única instanciação em execução no hardware do servidor. Quando as primeiras plataformas de HCI surgiram há uma década, elas foram vendidas principalmente como alternativas para arranjos de armazenamento caros e complexos de ambientes VMware. Essas soluções iniciais de HCI foram vendidas principalmente como dispositivos por um único fornecedor de hardware, o que o Gartner definiu como sistemas integrados hiperconvergentes (hyperconverged integrated systems, HCIS; consulte Definições de mercado e metodologia: sistemas integrados).
À medida que o mercado evoluiu, houve uma bifurcação marcante, com os HCIS sendo o lado impulsionado pelos provedores de hardware, e o software de HCI sendo impulsionado pelos provedores de software. Este último é o foco desta análise e se distingue da primeira porque suporta e é vendido em soluções de hardware de servidor originadas de vários provedores de servidor. Esse software de HCI tornou-se o mecanismo para impulsionar uma gama mais ampla de soluções. Algumas dessas soluções focam em nichos de mercado que podem se alinhar a casos de uso específicos ou regiões específicas. Outras soluções de software de HCI focam amplamente em mais funcionalidades relacionadas à nuvem.
Todos os softwares de HCI, por definição, incluem um determinado conjunto de funcionalidades. Parte dessas funcionalidades podem ser habilitadas por hipervisores, ferramentas de gerenciamento e por rede, ou apenas por uma plataforma de armazenamento combinada com provedores de software terceirizados para completar a pilha de software de HCI. Essas funcionalidades são:
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Rede, armazenamento e computação virtual, usando arquitetura de escalabilidade horizontal de nada compartilhado
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Unificada, gerenciamento de “painel de controle único” para recursos de rede, armazenamento e computação virtual; para os fins desta análise, embora o gerenciamento de rede seja necessário, ele pode ser habilitado por meio de software integrado terceirizado pelo provedor de software de HCI
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Armazenamento local de conexão direta (direct-attached storage, DAS) em cada nó, usado no lugar de um arranjo de armazenamento
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Nível empresarial, alta disponibilidade (high-availability, HA) e mobilidade, tanto para computação quanto para armazenamento
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Serviços de dados de nível empresarial (por exemplo, desduplicação, compactação e codificação de apagamento)
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Algum nível de escolha de hardware de servidor e de rede
O rápido crescimento da nuvem pública transformou a infraestrutura. Organizações típicas de TI têm alguma infraestrutura na nuvem pública, algumas em data centers e outras na borda. Isso traz à linha de frente arquiteturas de nuvem híbrida. Agora, quase todo data center é um data center híbrido. A conectividade e a portabilidade entre infraestruturas on-premises e a nuvem pública se tornaram uma questão em projetos mais importante para os data centers.
Como prometido desde que apareceu pela primeira vez no mercado, o software de HCI pode ser uma arquitetura capacitadora para a nuvem híbrida. Como a infraestrutura de nuvem pública, o software de HCI é definido por software e orientado por API, o que significa que pode ser gerenciado usando as mesmas ferramentas e técnicas usadas para gerenciar a nuvem pública. Desta perspectiva de gerenciamento, o software de HCI está impulsionando a evolução de nuvem híbrida que se tornou a base da hiperconvergência como arquitetura. Alguns provedores de software de HCI começaram até a fornecer serviços de nuvem por conta própria.
Magic Quadrant
Figura 1: Quadrante Mágico para software de infraestrutura hiperconvergente
Fonte: Gartner (dezembro de 2020)
Fornecedores adicionados e removidos
Revisamos e ajustamos nossos critérios de inclusão para os Quadrantes Mágicos à medida que os mercados evoluem. Como consequência desses ajustes, o mix de fornecedores em qualquer Quadrante Mágico poderá mudar ao longo do tempo. O fato de um fornecedor aparecer num Quadrante Mágico em um ano e não no seguinte, não indica necessariamente que mudamos nossa opinião sobre esse fornecedor. Isso pode ser um reflexo de uma mudança no mercado e, portanto, uma mudança no critério de avaliação, ou de uma mudança de foco por esse fornecedor.
Removidos
A Cisco foi removida por alterações nos critérios de inclusão, que excluem soluções de HCIS (que serão abordadas em outras publicações do Gartner).
A Dell EMC foi removida por alterações nos critérios de inclusão, que excluem soluções de HCIS (que serão abordadas em outras publicações do Gartner).
A HPE foi removida por alterações nos critérios de inclusão, que excluem soluções de HCIS (que serão abordadas em outras publicações do Gartner).
A Huawei foi removida por alterações nos critérios de inclusão, que excluem soluções de HCIS (que serão abordadas em outras publicações do Gartner).
A Red Hat foi removida por um estreitamento de seu foco em apenas três casos de uso.
Critérios de inclusão e exclusão
Os critérios de inclusão representam os atributos específicos que os analistas acreditam serem necessários para inclusão nesta pesquisa. Para se qualificar para inclusão, os fornecedores precisam atender aos seguintes critérios.
Critérios funcionais
Os fornecedores de software de HCI incluídos devem:
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Fornecer uma pilha de software integrada que inclua gerenciamento unificado e computação definida por software, armazenamento e, opcionalmente, conexão em rede.
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Combinar a máquina virtual (virtual machine, VM) e os recursos de armazenamento definidos por software, ambos executados nos mesmos servidores físicos, como o método de implantação principal.
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Virtualizar o armazenamento local, interno e de conexão direta, em vez de armazenamento compartilhado em rede, como SAN e/ou armazenamento conectado à rede (network-attached storage, NAS).
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Fornecer um mecanismo para agrupar armazenamento primário interno e de conexão direta entre servidores em armazenamento virtual abstrato lógico.
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Desenvolver os serviços de armazenamento e gerenciamento de dados integrados na oferta.
Critérios de negócios
Os fornecedores de software de HCI elegíveis devem:
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Fornecer evidência para cada produto a ser avaliado de um mínimo de 50 clientes de produção trazidos à receita. Pelo menos 25 em cada uma das duas principais regiões geográficas (Américas, EMEA e região APAC/Japão) nos 12 meses encerrados em 30 de junho de 2020.
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Fornecer suporte completo de Nível 1 (central de atendimento/central de serviço) e Nível 2 (escalonamento), seja diretamente ou através de um provedor de serviços contratado, para facilitar a resolução rápida e fácil dos problemas. No entanto, o suporte de Nível 3 (engenharia) pode ser fornecido separadamente, com base nas parcerias de engenharia dos fornecedores.
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Fornecer soluções que atendam aos requisitos do usuário em pelo menos quatro dos casos de uso identificados em “Capacidades críticas para infraestrutura hiperconvergente”.
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Ter entregue o produto ou produtos a serem avaliados na pesquisa de Capacidades críticas em disponibilidade geral até 30 de junho de 2020.
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Fornecer software de HCI que ofereça portabilidade, vendido no ano passado, e compatível e qualificado em hardware de servidor x86 de marca de pelo menos dois fornecedores de servidor além de qualquer caixa branca (white-box) ou hardware de servidor com a marca e o logotipo do fornecedor de software de HCI. Pelo menos um desses dois provedores de servidor deve ser um dos dez principais OEMs de servidor baseados em x86 em todo o mundo, com base nas estimativas de receita do fornecedor de servidor para 2020 publicadas pelo Gartner. Esses fornecedores são: Dell, HPE, Inspur Electronics, Lenovo, Cisco, Huawei, Super Micro Computer, H3C, Fujitsu e Oracle.
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Ser proprietário do IP do software que habilita as funções de gerenciamento e SDS para sua solução.
Critérios de avaliação
Capacidade de Execução
Produto/Serviço: principais mercadorias e serviços oferecidos pelo fornecedor para o mercado definido. Isso inclui capacidades dos produtos ou serviços atuais, qualidade, conjuntos de recursos, habilidades etc., sejam oferecidos de maneira nativa ou por meio de acordos/parcerias de OEM como indicado na definição de mercado e detalhado nos subcritérios.
Viabilidade geral: a viabilidade inclui uma avaliação da saúde financeira geral da organização e o sucesso financeiro e prático da unidade de negócios. Isso também envolve a probabilidade de que a unidade de negócios individual continuará a investir no produto, oferecer o produto e promover tecnologia de ponta no portfólio de produtos da organização.
Execução/preços de vendas: as capacidades do fornecedor em todas as atividades de pré-vendas e na estrutura que as suporta. Isso inclui gerenciamento dos negócios, preços e negociação, assistência na etapa de pré-vendas e a efetividade geral do canal de vendas.
Resposta/registro do mercado: a capacidade de resposta, mudança de direção, ser flexível e atingir o sucesso competitivo à medida que as oportunidades se desenvolvem, os concorrentes agem, as necessidades dos clientes evoluem e a dinâmica do mercado muda. Esse critério também considera o histórico de capacidade de resposta do fornecedor.
Execução de marketing: a clareza, qualidade, criatividade e eficácia dos programas criados para transmitir a mensagem da organização para influenciar o mercado e promover a marca e os negócios. Isso também envolve aumentar a conscientização sobre os produtos e estabelecer uma identificação positiva com o produto/marca e a organização na mente dos compradores. Essa “troca de ideias” pode ser acionada por uma combinação de publicidade, iniciativas promocionais, liderança de opinião, mensagens boca a boca e atividades de venda.
Experiência do cliente: relacionamentos, produtos e serviços/programas que permitem que os clientes sejam bem-sucedidos com os produtos avaliados. Especificamente, isso inclui os modos pelos quais os clientes recebem suporte técnico ou suporte de conta. Isso também pode incluir ferramentas auxiliares, programas de atendimento ao cliente (e a qualidade resultante), disponibilidade de grupos de usuários, acordos de nível de serviço (service-level agreements, SLAs) etc.
Operações: a capacidade da organização em atender seus objetivos e compromissos. Os fatores incluem a qualidade da estrutura organizacional, incluindo habilidades, experiências, programas, sistemas e outros veículos que permitem à empresa operar de maneira eficiente e eficaz, continuamente.
Tabela 1: Critérios de avaliação da capacidade de execução
| Critérios de avaliação |
Ponderação |
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Produto ou serviço
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Alta
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Viabilidade geral
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Alta
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Execução/preços de vendas
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Média
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Resposta/registro do mercado
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Alta
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Execução de marketing
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Média
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Experiência do cliente
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Alta
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Operações
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Baixa
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Fonte: Gartner (dezembro de 2020)
Abrangência de visão
Compreensão de mercado: a capacidade do fornecedor de compreender os desejos e as necessidades dos compradores e traduzi-los em produtos e serviços. Fornecedores que demonstram o mais alto grau de visão ouvem e compreendem esses desejos e necessidades, e podem moldá-los ou aprimorá-los com sua visão adicional.
Estratégia de marketing: um conjunto claro e diferenciado de mensagens comunicadas consistentemente em toda a organização e externalizadas através do site, publicidade, programas de clientes e declarações de posicionamento.
Estratégia de vendas: a estratégia para vender produtos que usa a rede apropriada de vendas diretas e indiretas, marketing, serviços e afiliados de comunicação que ampliam o escopo e a profundidade do alcance de mercado, habilidades, conhecimento, tecnologias, serviços e a base de clientes.
Estratégia de oferta (produto): a abordagem do fornecedor para o desenvolvimento e entrega de produtos que enfatiza a diferenciação, funcionalidade, metodologia e conjuntos de recursos à medida que são mapeados para os requisitos atuais e futuros.
Modelo de negócios: a solidez e a lógica da proposta de negócios subjacente do fornecedor.
Estratégia do setor/vertical: a estratégia do fornecedor para direcionar recursos, habilidades e ofertas para atender às necessidades específicas de segmentos de mercado individuais, incluindo mercados verticais.
Inovação: layouts diretos, relacionados, complementares e sinérgicos de recursos, especialização ou capital para fins de investimento, consolidação, defensivos ou preemptivos.
Estratégia geográfica: a estratégia do fornecedor para direcionar recursos, habilidades e ofertas para atender às necessidades específicas de geografias fora da “casa” ou geografia nativa, seja diretamente ou por meio de parceiros, canais e subsidiárias conforme apropriado para essa geografia e mercado.
Tabela 2: Critérios de avaliação da abrangência de visão
| Critérios de avaliação |
Ponderação |
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Compreensão de mercado
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Alta
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Estratégia de marketing
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Média
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Estratégia de vendas
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Média
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Estratégia de oferta (produto)
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Alta
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Modelo de negócios
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Média
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Estratégia do setor/vertical
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Média
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Inovação
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Alta
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Estratégia geográfica
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Média
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Fonte: Gartner (dezembro de 2020)
Descrições dos quadrantes
Líderes
Os líderes normalmente serão capazes de atuar fortemente em várias geografias, setores, casos de uso e modelos de implantação. Eles terão uma organização de canal e suporte que garante uma experiência de cliente de alta qualidade, independentemente de a solução ser comprada diretamente ou através de revendedores, parceiros de integração ou OEMs.
Desafiadores
Os desafiadores são normalmente fornecedores com realizações que, embora significativas, são baseadas em um subconjunto mais restrito do mercado, com lacunas na cobertura geográfica, portfólios de produtos e casos de uso. Esses fornecedores têm o potencial de se estabelecer em todo o mercado global mais amplo, mas ainda não o fizeram.
Visionários
Os visionários são tipicamente fornecedores que focam em forte inovação e diferenciação de produtos, com potencial para causar rupturas significativas no mercado se a execução melhorar. Podem ser fornecedores menores com alcance ou realização limitados até o momento, ou fornecedores maiores com programas de inovação que ainda não foram comprovados.
Operadores de nicho
Os operadores de nicho são normalmente fornecedores com programas de mercado focados em um conjunto limitado de localizações geográficas, modelos de implantação, segmentos de clientes ou casos de uso. Esses fornecedores atenderam aos critérios de inclusão e podem abordar sua categoria de mercado específica de maneira eficaz.
Contexto
O software de HCI não está limitado a um modelo de implantação de sistema (dispositivo de hardware). Implantações como um serviço, nuvem, arquiteturas de referência e traga seu próprio servidor/somente software estão crescendo. Os fornecedores de software de HCI geralmente contam com parcerias de OEM e certificações de servidor para oferecer mais opções e uma experiência de suporte aprimorada.
Os líderes de I&O devem estimar os requisitos de crescimento dos componentes para determinar a necessidade de escala assimétrica. A prova de conceito (proof of concept, POC) deve incluir uma análise cuidadosa do desempenho durante falhas de nó, o aumento do risco durante falhas de nó e o tempo para recuperação de falhas de nó.
Diante da evolução do software de HCI, o suporte integrado de ferramentas de orquestração, como Kubernetes, aumentou em muitos provedores. A intenção é oferecer uma interface que vá além da própria HCI para facilitar a implantação automatizada de aplicativos conteinerizados. O uso real dessas ferramentas de orquestração suportadas pelo software de HCI parece estar em fase inicial, mas se tornou um requisito para alguns clientes que esperam aproveitar essa capacidade de gerenciamento de contêineres em um futuro próximo.
A adoção de soluções baseadas em HCI continua a crescer; no entanto, fora das organizações menores, a HCI ainda não se tornou uma plataforma completa para serviços de TI em todas as cargas de trabalho. Os líderes de I&O devem avaliar as soluções de software de HCI quanto à adequação a seus casos de uso específicos, expectativas de crescimento e direção da arquitetura de aplicativos. A adoção da inovação tecnológica deve ser acionada pelos negócios, não pela tecnologia. Não há um sistema integrado ideal ou infraestrutura “definitiva”. Novas inovações de hardware e software continuarão a surgir, movendo as metas e ampliando os limites de criação e entrega de infraestrutura.
Recursos de gerenciamento simplificados para infraestrutura em execução, seja em data centers corporativos, em uma instalação de colocation, na borda ou na nuvem pública, constituem um dos objetivos mais amplos que os principais fornecedores de software de HCI buscam atingir.
Visão geral do mercado
O mercado de software de HCI tem dois tipos distintos de clientes que se alinham com as condições atuais do mercado:
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Aqueles que buscam soluções que se estendem para resolver desafios mais relacionados à nuvem pública e híbrida
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Aqueles que buscam resolver mais casos de uso relacionados a nichos ou desafios geográficos
Alguns fornecedores de software de HCI continuam a ampliar suas opções de implantação para incluir mais provedores de nuvem, como Amazon, Google e Microsoft, com a intenção de ser uma nuvem privada/híbrida pronta para uso. Para os fornecedores de software de HCI, isso enfatiza o foco em ferramentas e recursos para monitorar, proteger, gerenciar, otimizar e controlar diversas implantações on-premises, em nuvem e de borda. Outros fornecedores de software de HCI buscam oferecer vantagens específicas de caso de uso ou soluções de alto contato e regionalmente atraentes na tentativa de estabelecer uma abordagem de nicho eficaz em alinhamento com as tendências do mercado de software de HCI.
Muitos parceiros no mercado de software de HCI também são concorrentes, e os líderes de I&O precisam estar cientes das prioridades e incentivos às vezes conflitantes dos fornecedores e seus parceiros, bem como das redes de parceiros de software de HCI em rápida expansão. Fornecedores de software de infraestrutura de pilha completa, como Microsoft, Nutanix e VMware, apresentam desafios de parceria interessantes, porque cada um tem oportunidades significativas de software de HCI em sua base substancial de clientes instalada.
Os fornecedores com ofertas mais neutras ao hipervisor, ou pelo menos flexíveis ao hipervisor, podem ter vantagens para clientes que desejam evitar o aprisionamento do hipervisor. Os líderes de I&O que buscam estratégias multi-hipervisor precisam avaliar cuidadosamente a capacidade dos provedores de soluções de oferecer simplicidade na camada de gerenciamento.
Ruptura potencial do mercado de HCI: os provedores de nuvem Amazon, Google, Microsoft e Oracle podem acabar por romper todo o mercado de software de HCI. Eles estão ampliando ainda mais suas ofertas de nuvem para infraestrutura on-premises com ofertas como Amazon Outposts, Google Anthos, Microsoft Azure Stack Hub e Oracle Cloud Infrastructure. Enquanto isso, os líderes de I&O terão uma alternativa para nuvem pública e data centers privados, aproveitando provedores de IaaS que usam software de HCI mais simples de gerenciar para suas próprias infraestruturas.
Definições dos critérios de avaliação
Capacidade de Execução
Produto/Serviço: principais mercadorias e serviços oferecidos pelo fornecedor para o mercado definido. Isso inclui capacidades dos produtos ou serviços atuais, qualidade, conjuntos de recursos, habilidades, entre outros, sejam oferecidos de maneira nativa ou por meio de acordos/parcerias de OEM como indicado na definição de mercado e detalhado nos subcritérios.
Viabilidade geral: inclui uma avaliação da saúde financeira geral da empresa, do sucesso financeiro e prático da unidade de negócios, e da probabilidade de que a unidade de negócios individual continuará a oferecer e investir no produto, e que promoverá a tecnologia de ponta no portfólio de produtos da empresa.
Execução/preços de vendas: As capacidades do fornecedor em todas as atividades de pré-vendas e na estrutura que as suporta. Isso inclui gerenciamento dos negócios, preços e negociação, assistência na etapa de pré-vendas e a efetividade geral do canal de vendas.
Resposta/registro do mercado: a capacidade de resposta, mudança de direção, ser flexível e atingir o sucesso competitivo à medida que as oportunidades se desenvolvem, os concorrentes agem, as necessidades dos clientes evoluem e a dinâmica do mercado muda. Esse critério também considera o histórico de capacidade de resposta do fornecedor.
Execução de marketing: a clareza, a qualidade, a criatividade e a eficácia dos programas concebidos para comunicar a mensagem da empresa para influenciar o mercado, promover a marca e a empresa, aumentar o conhecimento dos produtos e estabelecer uma identificação positiva com o produto/marca e organização na mente dos compradores. Essa “troca de ideias” pode ser acionada por uma combinação de publicidade, iniciativas promocionais, liderança de opinião, mensagens boca a boca e atividades de venda.
Experiência do cliente: Relacionamentos, produtos e serviços/programas que permitem que os clientes sejam bem-sucedidos com os produtos avaliados. Especificamente, isso inclui os modos pelos quais os clientes recebem suporte técnico ou suporte de conta. Isso também pode incluir ferramentas auxiliares, programas de atendimento ao cliente (e a qualidade resultante), disponibilidade de grupos de usuários, acordos de nível de serviço e assim por diante.
Operações: A capacidade da organização em atender seus objetivos e compromissos. Os fatores incluem a qualidade da estrutura organizacional, incluindo habilidades, experiências, programas, sistemas e outros veículos que permitem à empresa operar de maneira eficiente e eficaz, continuamente.
Abrangência de visão
Compreensão de mercado: a capacidade do fornecedor de compreender os desejos e as necessidades dos compradores e traduzi-los em produtos e serviços. Fornecedores que demonstram o mais alto grau de visão ouvem e compreendem esses desejos e necessidades, e podem moldá-los ou aprimorá-los com sua visão adicional.
Estratégia de marketing: um conjunto claro e diferenciado de mensagens comunicadas consistentemente em toda a organização e externalizadas através do site, publicidade, programas de clientes e declarações de posicionamento.
Estratégia de vendas: a estratégia para vender produtos que usa a rede apropriada de vendas diretas e indiretas, marketing, serviços e afiliados de comunicação que ampliam o escopo e a profundidade do alcance de mercado, habilidades, conhecimento, tecnologias, serviços e a base de clientes.
Estratégia de oferta (produto): a abordagem do fornecedor para o desenvolvimento e entrega de produtos que enfatiza a diferenciação, funcionalidade, metodologia e conjuntos de recursos à medida que são mapeados para os requisitos atuais e futuros.
Modelo de negócios: a solidez e a lógica da proposta de negócios subjacente do fornecedor.
Estratégia do setor/vertical: a estratégia do fornecedor para direcionar recursos, habilidades e ofertas para atender às necessidades específicas de segmentos de mercado individuais, incluindo mercados verticais.
Inovação: layouts diretos, relacionados, complementares e sinérgicos de recursos, especialização ou capital para fins de investimento, consolidação, defensivos ou preemptivos.
Estratégia geográfica: a estratégia do fornecedor para direcionar recursos, habilidades e ofertas para atender às necessidades específicas de geografias fora da “casa” ou geografia nativa, seja diretamente ou por meio de parceiros, canais e subsidiárias conforme apropriado para essa geografia e mercado.