Suposições do planejamento estratégico
Até 2022, 70% das interações dos clientes envolverão tecnologias emergentes, como aplicativos de aprendizado de máquina, chatbots e mensageria móvel; as quais representavam 15% do total em 2018.
Até 2023, empresas que fazem parte de um ecossistema de negócios digital conectado terão 40% de seus casos de atendimento ao cliente iniciados por parceiros nesse ecossistema.
Até 2023, os clientes preferirão utilizar interfaces de voz para iniciar 70% das interações de clientes por meio de autoatendimento; atualmente, elas representam 40% do total.
Até 2025, as empresas de atendimento ao cliente que integrarem a inteligência artificial em sua plataforma multicanal de interação com o cliente aumentarão sua eficiência operacional em 25%.
Definição/descrição do mercado
Este Quadrante Mágico examina o mercado global quanto ao atendimento ao cliente e aos aplicativos de suporte que permitem que o atendimento ao cliente e as operações de suporte interajam com os clientes e lidem com suas solicitações de maneira mais eficaz. Isso abrange uma ampla variedade de aplicativos de atendimento ao cliente para empresas com centros de engajamento com o cliente (CEC), desde as menores (com menos de 20 agentes para atendimento assistido), passando pelas médias (50 agentes para atendimento assistido) até as maiores e mais distribuídas (mais de 10 mil agentes para atendimento assistido).
Nos últimos cinco anos, o Gartner observou importantes mudanças na forma como as empresas lidam com o atendimento ao cliente. Anteriormente, um único departamento ficava a cargo de atender às necessidades dos clientes, mas o atendimento ao cliente vem se tornando cada vez mais uma função que envolve vários departamentos e requer coordenação. Além disso, o atendimento reativo é crescentemente proativo.
E com o autoatendimento ao cliente sendo responsável por um percentual cada vez maior de interações com os clientes, os modelos de negócios digitais e a crescente maturidade da inteligência artificial (IA) permitem que os líderes dos aplicativos desenvolvam as funcionalidades de CEC já existentes e apoiem o surgimento de ecossistemas de atendimento ao cliente conectados. À medida que isso ocorre, mudam novamente a própria natureza de atendimento ao cliente e sua definição.
Agora, o Gartner define o mercado de CEC para gestão de relacionamento com o cliente (customer relationship management, CRM) como o mercado de aplicativos de software utilizados para oferecer atendimento e suporte ao cliente interagindo de maneira inteligente (de modo proativo e reativo) com os clientes, respondendo a perguntas, solucionando problemas e proporcionando orientações. A orquestração de processos inteligentes relacionados aos clientes por meio de uma CEC é construída em torno de um registro e processo de gestão de casos. Isso pode abranger serviços de consultoria, diagnósticos e solução de problemas, gestão de contas, processamento de sinistros de seguros, serviço de interações bancárias, provisionamento e gestão de devoluções, entre outras atividades. Para ser capaz de orquestrar o processamento de interação com os clientes em busca de melhores resultados de maneira fácil, rápida e eficaz, o fluxo de trabalho se torna um componente importante, e algumas empresas requerem recursos inteligentes de gestão de processos de negócios (business process management, BPM). Além da gestão de casos e de fluxo de trabalho, torna-se essencial o conhecimento e o gerenciamento de como enriquecer e personalizar as interações com os clientes.
No Quadrante Mágico anterior, abordamos a área emergente de “atendimento digital ao cliente”. Os fornecedores dessa área enfrentam muitas vezes o atual cenário de fornecedores, que se concentra na gestão de casos e em sistemas de registros. Os fornecedores de atendimento digital ao cliente concentram-se em interações com o cliente que sejam digitais, móveis, iniciadas pelo próprio cliente e rápidas. Eles dedicam mais atenção a sistemas de interação, independentemente do canal, e criam suas plataformas para interações baseadas nos resultados. Embora não tenham capacidade total de CEC (oferecendo apenas suporte limitado para a gestão de casos) e, portanto, não se qualifiquem para inclusão neste Quadrante Mágico, eles gerenciam o diálogo e a comunicação com o cliente para um percentual cada vez maior de modalidades de interação com o cliente. Nós reconheceremos tais fornecedores em um próximo “Guia de mercado para atendimento digital ao cliente”.
O Gartner acredita que o mais importante para a demanda por CECs é a necessidade da empresa de um aplicativo de CRM que mantenha o registro do cliente. Mas também é importante reconhecer que a CEC faz parte do cenário de aplicativos de CRM da empresa. Isso inclui outros aplicativos que dão suporte a marketing, vendas e comércio digital, com os quais ela deve trabalhar. Uma função essencial do sistema de uma CEC é a gestão de casos (às vezes chamada de “gestão de incidentes”, “abertura de casos de problemas” ou “solução de problemas”, dependendo do contexto do setor). Isso requer uma forte habilidade para criar, dividir, reunir, agrupar, atribuir e encaminhar casos, muitas vezes em um ambiente colaborativo.
Esperamos que, até 2020, a tecnologia de gestão de interações da força de trabalho seja um componente integrado de diversas importantes soluções de CEC, com a intenção de ajudar a orquestrar processos em linha com as competências, preferências, personalidades e desempenho dos funcionários (para uma avaliação de sete atuais fornecedores, consulte “Quadrante Mágico para gestão de interações da força de trabalho”). Ferramentas complementares que oferecem orientações, automatização e as melhores ações alternativas, entre outros aspectos, ajudarão a otimizar o desempenho e a interação com os funcionários.
Os melhores aplicativos de CEC atuais possuem ferramentas tanto para os agentes quanto para os clientes. Para este Quadrante Mágico, os fornecedores precisaram contar com visões claras sobre como encaminhar o suporte ao cliente iniciado por autoatendimento a agentes humanos (e encaminhá-lo de volta), memorizando o contexto das interações para fins de relatório e melhoria das interações com os clientes. Além disso, seus aplicativos de CEC para uso pelos agentes de atendimento ao cliente devem ter sido criados para operar de maneira fácil em uma plataforma comum por meio de ferramentas de desenvolvimento e integração comuns, interfaces de programação de aplicativos (application program interface, API) abertas e uma interface de usuário gráfica comum. Seus aplicativos também precisaram estar de acordo com um conjunto de considerações técnicas e de design que enfatizavam:
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sistemas baseados em nuvem escaláveis;
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IA integrada dentro das múltiplas funcionalidades de atendimento ao cliente (tais como gestão de casos inteligente e fluxos de trabalho inteligentes);
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análises preditivas e em tempo real;
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orientação e navegação do agente;
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envio proativo de mensagens aos clientes;
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automação das interações com uso de IA;
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fluxo de trabalho digital/suporte de BPM;
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gestão do conhecimento contextual; e
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um ecossistema participativo de fornecedores de software independentes (independent software vendor, ISV) para aprimoramento funcional.
Os coeficientes de funcionalidade do software que usamos para este Quadrante Mágico refletem os requisitos mais comuns expressos pelos clientes do Gartner e nossa visão de como os requisitos estão evoluindo. Na ordem de classificação (do maior coeficiente para o menor), são eles:
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gestão de casos/solução de problemas/atendimento (um sistema de CRM central e controles sobre os dados mestre do cliente); bem como capacidades de colaboração da equipe (um requisito progressivo);
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uma solução baseada no conhecimento com otimização de busca em múltiplas fontes;
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gestão do fluxo de trabalho;
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orientações em tempo real/suporte à decisão;
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canais de interação digitais, incluindo e-mail, chat, mensagens, conavegação e vídeo;
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compatibilidade com dispositivos móveis;
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análises preditivas do cliente (sentimentos, emoções, intenções);
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mecanismo de regras de negócios adaptável;
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gestão das interações por redes sociais;
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compatibilidade com vídeos e bibliotecas de vídeos;
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voz do cliente;
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assistente virtual para o cliente; e
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conexões com a Internet das Coisas (Internet of Things, IoT; um recurso visionário).
Quadrante Mágico
Figura 1. Quadrante Mágico para CRM Centro de Engajamento com Clientes
Fonte: Gartner (junho de 2019)
Fornecedores adicionados e removidos
Revisamos e ajustamos nossos critérios de inclusão para os Quadrantes Mágicos à medida que os mercados evoluem. Como consequência desses ajustes, o mix de fornecedores em qualquer Quadrante Mágico poderá mudar ao longo do tempo. O fato de um fornecedor aparecer num Quadrante Mágico em um ano e não no seguinte, não indica necessariamente que mudamos nossa opinião sobre esse fornecedor. Isso pode ser um reflexo de uma mudança no mercado e, portanto, uma mudança no critério de avaliação, ou de uma mudança de foco por esse fornecedor.
Critérios de inclusão e exclusão
Os critérios de inclusão representam os atributos específicos necessários para que um fornecedor seja incluído neste Quadrante Mágico.
Para se qualificarem para a inclusão, cada fornecedor precisa:
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Ter um mínimo de 15 clientes usando a versão mais recente de seu software para a função de suporte e atendimento ao cliente.
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Ter pelo menos cinco novos clientes referenciáveis (ou seja, dispostos a realizar uma pesquisa on-line) para suporte e atendimento ao cliente que implementaram o software pela primeira vez durante os quatro trimestres a partir de 16 de maio de 2018. Os clientes de referência precisam ser de pelo menos duas grandes regiões diferentes do mundo.
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Demonstrar pelo menos US$ 7 milhões em novas receitas de software para suporte e atendimento ao cliente principais em CECs de novos clientes durante os quatro trimestres a partir de 16 de maio de 2018.
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Demonstrar que os resultados de negócios dos próximos quatro trimestres serão iguais ou superiores aos quatro trimestres anteriores.
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Precisam estar incluídos regularmente em listas preferenciais de clientes.
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Ter um ecossistema com um número suficiente de empresas terceirizadas de consultoria e integração para aumentar sua receita em um ritmo de dois dígitos por cinco anos.
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Ter serviços profissionais suficientes para atender às demandas atuais dos clientes e ao longo dos próximos seis meses, e recursos suficientes para financiar um ano de operações à taxa de consumo atual.
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Ter a tecnologia para oferecer suporte a uma extensão do atendimento ao cliente entre canais sem a necessidade de codificar um novo ambiente de desenvolvimento, incluindo para mídias móveis e sociais.
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Ser um formador de opinião ou “influenciador do mercado” (market mover), com base em seu software e estratégia.
Critérios de avaliação
Capacidade de execução
Avaliamos os fornecedores em relação à qualidade e eficácia dos processos, sistemas, métodos ou procedimentos que utilizam para serem competitivos, eficientes e eficazes, e para melhorar sua receita, retenção e reputação (de acordo com a visão do Gartner em relação ao mercado).
Tabela 1. Critérios de avaliação de capacidade de execução
Critérios de avaliação
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Ponderação
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Produto ou serviço
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Alta
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Viabilidade geral
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Média
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Execução/preços de vendas
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Alta
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Capacidade de resposta/registro do mercado
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Alta
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Execução de marketing
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Alta
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Experiência do cliente
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Média
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Operações
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Média
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Fonte: Gartner (junho de 2019)
Abrangência de visão
Avaliamos a capacidade dos fornecedores de tecnologia em articular convincentemente afirmações lógicas. Isso inclui afirmações sobre a direção atual e futura do mercado, bem como inovação, necessidades dos clientes e forças competitivas, e em que nível estão alinhados com a visão do Gartner sobre o mercado.
Tabela 2. Abrangência do critério de avaliação de visão
Critérios de avaliação
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Ponderação
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Entendimento de mercado
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Média
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Estratégia de marketing
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Alta
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Estratégia de vendas
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Alta
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Estratégia de oferta (produto)
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Alta
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Modelo de negócios
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Média
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Estratégia vertical/do setor
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Média
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Inovação
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Média
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Estratégia geográfica
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Média
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Fonte: Gartner (junho de 2019)
Descrições do quadrante
Líderes
Os Líderes demonstram a Abrangência de visão e a Capacidade de execução que definem o mercado, conforme manifesto em produtos, serviços, números de vendas e novas referências adequadas para várias regiões e setores. Os clientes relatam que os Líderes entregam altos níveis de valor e ROI. As equipes de desenvolvimento desses fornecedores têm uma visão clara da área emergente de engajamento de clientes, a crescente influência da AI e o futuro “móvel em primeiro lugar”. Projetam produtos flexíveis com regras de negócios facilmente alteráveis. Consideram o impacto nos requisitos de atendimento ao cliente de AI, análise avançada, interações nas redes sociais e o uso da IoT.
Os clientes buscam os Líderes para obter dicas sobre como inovar no atendimento ao cliente, em áreas como inteligência contínua, projeto com relação a um sistema de engajamento contínuo, sensores incorporados em outros equipamentos, suporte móvel e extensão para comunidades sociais. Um Líder não torna necessariamente os clientes “dependentes”; pode oferecer acesso aberto a um ecossistema. Os clientes indicam que os produtos dos Líderes melhoraram o posicionamento competitivo da organização e ajudaram a reduzir os custos.
Cada Líder neste Quadrante Mágico demonstrou vendas de pelo menos US$ 50 milhões para novos clientes em 2018.
Desafiadores
Os Desafiadores demonstram um alto volume de vendas em seus mercados de escolha – ou seja, mais de 30% de seus novos negócios derivam de mais de um setor, e mais de 50% de vendas para a base instalada mais ampla. Os Desafiadores compreendem as necessidades em constante evolução de seus clientes, mas talvez não os levem para novas áreas funcionais com uma forte visão e liderança tecnológica.
Os Desafiadores costumam ter uma forte presença em outras áreas de aplicação, mas não demonstraram um entendimento claro de como fechar negócios no mercado de CRM CEC além da base instalada. Podem, portanto, não estar bem posicionados para capitalizar as tendências emergentes. Sem um modelo de nuvem arquitetado por SaaS, por exemplo, um fornecedor não pode ser um Líder (por melhor que seja em termos de outros critérios), mas pode ser um Desafiador.
Os Desafiadores frequentemente não têm uma forte presença mundial e parceiros de implementação. Geralmente, seus recursos de desenvolvimento de produtos são divididos em várias ofertas.
Os Desafiadores neste Quadrante Mágico demonstraram vendas de pelo menos US$ 50 milhões para novos clientes em 2017.
Visionários
Os Visionários estão à frente de muitos concorrentes em termos de fornecimento de modelos de entrega e produtos inovadores. Eles indicam o caminho a seguir. Preveem as necessidades emergentes e em constante mudança do atendimento ao cliente e entram nos novos setores associados. Têm um forte potencial para influenciar a direção do mercado CRM CEC, mas são limitados em termos de execução ou histórico. Normalmente, seus produtos e presença no mercado ainda não estão completos ou estabelecidos o suficiente para desafiar os Líderes.
Startups e novos participantes de mercados adjacentes normalmente estão no quadrante Visionários.
Operadores de nicho
Os Operadores de nicho têm produtos importantes com funções exclusivas CRM CEC, ou ofertas para setores ou áreas geográficas específicas. Podem oferecer portfólios completos, mas demonstram pontos fracos em uma ou mais áreas importantes; podem, por exemplo, ser especialistas regionais com capacidade limitada de atender às necessidades globais. Podem se concentrar em oferecer suporte a um pequeno número de empresas de grande porte ou a um grande número de pequenas e médias empresas.
Cada Operador de nicho neste Quadrante Mágico demonstrou pelo menos US$ 7 milhões em novas vendas de licenças de software para novos clientes em duas regiões, para pelo menos dois setores e modelos de negócios em 2018.
Contexto
O suporte e atendimento ao cliente é uma meta de departamento e corporativa associada a uma iniciativa estratégica:
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Meta de departamento: Oferecer os canais de comunicação apropriados e o desktop de agente para uma gestão coerente e satisfatória dos problemas do cliente.
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Meta corporativa associada a uma iniciativa estratégica: Manter o compromisso aos clientes de que serão tratados com respeito e coerência durante todos os tipos de interação e em todos os tipos de dispositivos, e que terão suas questões e problemas resolvidos.
Para oferecer suporte aos clientes, algumas interações continuarão com assistência humana, embora grande parte será automatizada. Alguns exigirão autoatendimento para o cliente por meio de ferramentas de pesquisa ou canais de mensageria. Nos últimos três anos, houve uma explosão de interesse em ferramentas de redes sociais, chatbots, assistentes virtuais de clientes e plataformas de mensageria, como Apple Business Chat, LINE, WeChat, WhatsApp e Facebook Messenger. Os aplicativos comerciais estabelecidos para a função de CEC estão amplamente obsoletos devido à falta de experiências intuitivas para o usuário em todos os dispositivos e canais. O suporte para clientes móveis, ou clientes que querem assistência por meio de redes sociais e canais de mensageria, é geralmente medíocre. A tendência emergente de colocar os aplicativos nas mãos dos clientes para impulsionar as interações representa um desafio para todos os fornecedores de CECs.
Nos próximos cinco anos, com a tecnologia transferindo o controle para os clientes, não será suficiente simplesmente oferecer respostas e solucionar problemas, se as organizações quiserem prestar um atendimento ao cliente de nível internacional. Além disso, o suporte para o engajamento digital e um número crescente de canais se tornará mainstream, e não será suficiente para gerar diferenciação. A AI nativa nos aplicativos e um ecossistema de orquestração evoluído formarão a base para diferenciar as tecnologias de suporte e atendimento ao cliente. Um atendimento superior ao cliente não proporcionará apenas experiências confiáveis, fáceis e personalizadas aos clientes; também estará alinhado com a visão, a estratégia e os objetivos corporativos das organizações.
Muitos fornecedores de CEC têm ofertas simplistas e restritivas de gestão de casos e emissão de tíquetes de problemas, com regras de configuração inflexíveis e procedimentos que controlam a entrada, a recuperação e o fluxo de informações. Muitos não oferecem produtos verdadeiramente arquitetados pela nuvem, e mesmo os que oferecem não têm data centers globais para armazenar informações confidenciais dos clientes. Isso é especialmente preocupante para empresas com diversas estruturas de organização de suporte. A maioria dos fornecedores de CEC oferece um suporte insatisfatório para interações colaborativas..
Apesar do alto valor de seus sistemas, os fornecedores de CEC não conseguiram incorporar novas ideias e desenvolvimentos — conceitos de design de experiência social, análise em tempo real e inteligência de máquina — nos aplicativos de interação com clientes, para atendimento ao cliente. Sem a incorporação de recursos de colaboração no software ou análise de dados que permitam a visualização dos clientes e suas necessidades, a interação entre funcionários e clientes é limitada. Portanto, é difícil capturar as melhores práticas.
À medida que mais pacotes de CEC automatizados, juntamente com recursos analíticos e melhores designs centrados em dispositivos móveis, chegarem ao mercado, será mais fácil demonstrar o caso de negócios para a migração para esses novos pacotes. Considerações específicas do setor e da geografia farão com que as empresas acelerem o investimento em interfaces inovadoras centradas em redes sociais. Embora os Estados Unidos e a Ásia ainda liderem a Europa e outras regiões no uso de mensageria móvel, assistentes virtuais e mídias sociais para processos de negócios, não lideram no uso de canais móveis. A este respeito, os setores mundiais de mineração, produtos químicos, maquinário industrial e petróleo e gás não estão sob grande pressão para avançar. Entretanto, os setores de alta tecnologia, mídia e entretenimento, varejo e bens de consumo, governo, educação, bancário e de telecomunicações se sentem pressionados a melhorar o uso de canais móveis em 2019.
Visão geral do mercado
Compradores potenciais da tecnologia CRM CEC encontram regularmente dois problemas que representam a complexidade desse mercado.
O primeiro é a complexidade das informações necessárias para oferecer suporte aos clientes e das regras e processos de negócios que regem as etapas em cada interação. As seguintes informações podem ser úteis aos compradores potenciais:
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Para modelos de processos de atendimento mais simples, os fornecedores que dominam as conversas do Gartner com os clientes são Microsoft, Salesforce, SugarCRM e Zendesk. Entretanto, Astute, Freshworks e Zoho são regularmente discutidas.
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Para regras e processos de negócios mais complexos, existe uma tendência de falar sobre Appian, CRMNEXT, Pegasystems, Salesforce e SAP, mas às vezes também a Oracle.
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Para funções mais especializadas para desktops de agente consolidados, engajamento móvel, engajamento de clientes em redes sociais e autoatendimento, frequentemente discutimos os seguintes fornecedores para utilização por agentes de atendimento ao cliente: Conversocial, eGain, Helpshift, IPsoft, Khoros, Sparkcentral e SpiceCSM.
O segundo problema diz respeito à disponibilidade e aplicabilidade de soluções baseadas em nuvem. Como um modelo de entrega para CRM CECs, muitas organizações estão aceitando e preferindo o modelo SaaS. Entretanto, em muitas partes do mundo, bem como em alguns setores e ambientes, os aplicativos corporativos de atendimento ao cliente baseados em nuvem ainda não são preferenciais, devido a problemas de latência e residência de dados. Essas áreas, setores e ambientes incluem:
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Regiões onde existem preocupações sobre privacidade de dados, latência e disponibilidade de aplicativos. Exemplos notáveis são a Europa Central e Leste Europeu, muitas partes da Ásia (incluindo Índia e China) e a América do Sul.
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Organizações governamentais nacionais e federais e organizações de saúde sujeitas a regulamentos rigorosos.
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Ambientes complexos com altos volumes de chamadas, altos volumes de transações e integração em tempo real com sistemas herdados, o que pode reduzir o desempenho.
Em nossas avaliações neste Quadrante Mágico, indicamos quando observamos possíveis desafios em relação a um produto, considerando esses fatores.
Definições dos critérios de avaliação
Capacidade de execução
Produto/serviço: Produtos e serviços centrais oferecidos pelo fornecedor para o mercado definido. Isso inclui capacidades dos produtos ou serviços atuais, qualidade, conjuntos de recursos, habilidades e assim por diante, quer oferecidos de maneira nativa ou pelos acordos/parcerias de OEM, como indicado na definição de mercado e detalhado nos subcritérios.
Viabilidade geral: A viabilidade inclui uma avaliação da saúde financeira geral da empresa, do sucesso financeiro e prático da unidade de negócios, e da probabilidade de que a unidade comercial individual continuará oferecendo e investindo no produto, e que avançará a tecnologia de ponta na carteira de produtos da empresa.
Execução/preços de vendas: As capacidades do fornecedor em todas as atividades pré-venda e na estrutura que as suporta. Isso inclui gerenciamento dos negócios, preços e negociação, assistência na etapa de pré-vendas e a efetividade geral do canal de vendas.
Resposta/registro do mercado: Capacidade de resposta, mudança de direção, ser flexível e atingir o sucesso competitivo à medida que as oportunidades se desenvolvem, os concorrentes agem, as necessidades dos clientes evoluem e a dinâmica do mercado muda. Esse critério também considera o histórico de capacidade de resposta do fornecedor.
Execução de marketing: A clareza, a qualidade, a criatividade e a eficácia dos programas concebidos para comunicar a mensagem da empresa para influenciar o mercado, promover a marca e a empresa, aumentar o conhecimento dos produtos e estabelecer uma identificação positiva com o produto/marca e organização na mente dos compradores. Essa “participação de ideias” pode ser acionada por uma combinação de publicidade, iniciativas promocionais, liderança de opinião, mensagens boca a boca e atividades de venda.
Experiência do cliente: Relacionamentos, produtos e serviços/programas que permitem que os clientes sejam bem-sucedidos com os produtos avaliados. Especificamente, isso inclui os modos pelos quais os clientes recebem suporte técnico ou suporte de conta. Isso também pode incluir ferramentas auxiliares, programas de atendimento ao cliente (e a qualidade resultante), disponibilidade de grupos de usuários, acordos de nível de serviço e assim por diante.
Operações: A capacidade da organização em atender seus objetivos e compromissos. Os fatores incluem a qualidade da estrutura organizacional, incluindo habilidades, experiências, programas, sistemas e outros veículos que permitem à empresa operar eficazmente e eficientemente de maneira contínua.
Abrangência de visão
Compreensão do mercado: Capacidade do fornecedor em entender o que o comprador quer e precisa, e transformar isso em produtos e serviços. Os fornecedores que apresentam o grau mais alto de visão ouvem e entendem o que os compradores querem e precisam, e podem moldar ou melhorar isso com sua visão adicional.
Estratégia de marketing: Um conjunto claro e diferenciado de mensagens uniformemente comunicadas em toda a organização e externalizadas pelo site, publicidade, programas de cliente e declarações de posicionamento.
Estratégia de vendas: A estratégia de vendas de produtos que usa a rede adequada de vendas diretas e indiretas, e associados de marketing, atendimento e comunicação que ampliam o escopo e a profundidade do alcance do mercado, habilidades, experiência, tecnologias, serviços e carteira de clientes.
Estratégia de oferta (produto): A abordagem por parte do fornecedor, do desenvolvimento e de distribuição dos produtos, que enfatiza a diferenciação, a funcionalidade, a metodologia e conjuntos de características à medida que eles se preparam para necessidades atuais e futuras.
Modelo de negócios: A solidez e lógica da proposta comercial subjacente do fornecedor.
Estratégia setorial: A estratégia do fornecedor para direcionar recursos, habilidades e ofertas de modo a atender às necessidades específicas de segmentos individuais do mercado, incluindo os mercados setoriais.
Inovação: Esquemas diretos, relacionados, complementares e sinérgicos de recursos, experiência ou capital para fins de investimento, consolidação, defensivo ou preventivo.
Estratégia geográfica: A estratégia do fornecedor para direcionar recursos, habilidades e ofertas para atender às necessidades geográficas específicas fora de “casa” ou região geográfica nativa, seja de maneira direta ou por meio de parceiros, canais e subsidiárias, conforme apropriado para aquela geografia e para aquele mercado.